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O papel do bibliotecário no combate às notícias falsas

O bibliotecário pode não ser o responsável por produzir notícias, mas tem papel fundamental no combate às Fake News como profissional de gestão da informação

Qual a melhor maneira de combater a disseminação de informação falsa? Conhecimento. Não há dúvidas de que o acesso ao conhecimento seja o melhor caminho para vencer as tentativas de desinformação pelas quais esbarramos em nosso dia a dia. Neste sentido, o bibliotecário atua como um educador, que vai ensinar às pessoas, principalmente aos jovens e estudantes, o modo correto de adquirir informação de qualidade, proveniente de fontes seguras – sempre que possível com embasamento científico. E indo além de explicar como ter acesso às informações, irá ensinar também como interpretá-las de modo crítico e divulgá-las com ética.

Competência informacional

Este nome um pouco diferente é dado ao ato de ensinar os meios mais seguros de captar e disseminar informação. Além disso, com fazê-lo de forma ética, com clareza e imparcialidade. Segundo Campello (2013), acessar, avaliar e usar a informação são os critérios para se formar a competência informacional. Inclui-se ainda a aprendizagem independente, também conhecida como aprendizagem ativa, e a responsabilidade social. Se este conceito já não é novo, a ideia de que ele é uma boa saída para enfrentar as notícias falsas é novidade.

Com o aumento do consumo de conteúdo nas mídias digitais e com a facilidade em que ela se espalha por estes meios, a disseminação de notícias falsas ganhou força nos últimos anos. As três últimas eleições, por exemplo, foram marcadas por pedidos de retratação devido à propagação de inverdades em plataformas digitais diversas, como microblogs e aplicativos de mensagens. E aí entra o papel fundamental do profissional de informação, como o bibliotecário, que tem em mãos o poder de disseminar a competência informacional.

Como padronizar o ensino informacional

Já existe um consenso criado pela Associação de Bibliotecas Universitárias e de Pesquisa dos Estados Unidos (Association of College and Research Libraries – ACRL, em inglês), que definiu um conjunto de padrões de competência informacional para estudantes de nível superior. São cinco padrões com 22 indicadores de desempenho e uma lista de resultados para avaliar o progresso do aluno em direção à competência informacional. São eles:

Padrão 1 – Reconhecer as necessidades de informação

• Definir as necessidades de informação

• Reconhecer que a informação existente pode ser combinada com pensamento original, experimentação ou análise para produzir nova informação

• Explorar fontes gerais de informação para aumentar a familiaridade com o tópico

Padrão 2 – Acessar eficientemente a informação

• Seleção do método investigativo ou o sistema de informações mais apropriado para acessar a informação necessária

• Recuperação da informação online ou pessoalmente utilizando uma variedade de métodos

• Extração, registro e gerenciamento da informação e suas fontes

Padrão 3 – Avaliar eficientemente a informação

• Elaboração do resumo das ideias principais a serem extraídas da informação reunida

• Examinar e comparar a informação a partir de várias fontes de forma a avaliar confiabilidade, validade, precisão, autoridade, atualização e ponto de vista ou viés

• Síntese das principais ideias para construir novos conceitos

Padrão 4 – Usar eficientemente a informação

• Aplicação da informação nova e anterior no planejamento e criação de um produto ou desempenho particular

• Comunicação do produto ou desempenho eficientemente a outros

• Comunicar claramente e com um estilo que apoia os propósitos da audiência pretendida.

Padrão 5 - Compreender os temas econômicos, legais e sociais que rodeiam o uso da informação e acessá-la e usá-la crítica e legalmente

• Identificar e discutir temas relacionados à privacidade e segurança tanto no ambiente impresso quanto eletrônico

• Seguir leis, regulamentos, políticas institucionais e etiqueta relacionada ao acesso e uso dos recursos de informação

• Reconhecer o uso das fontes de informação ao comunicar o produto.

Com isso em mãos, já é possível começar uma pequena revolução na instituição em que você trabalha? E como tem sido o seu papel no combate à desinformação como profissional da informação? Compartilhe com a gente suas experiências!

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